BISPOS CATÓLICOS QUE CONDENAM BOLSONARO EM CARTA, SÃO LIGADOS A PARTIDOS DE OPOSIÇÃO E MOVIMENTOS ANTI-GOVERNO.
09/08/2020 20:12 em NA MÍDIA

Após a carta divulgada por bispos da Igreja Católica que faz severas críticas ao presidente Bolsonaro com retórica de responsabiliza-lo pelas mortes causada pela Covid-19 em padres e bispos Católicos no Brasil, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, entrou em contato com o presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira para reclamar da postura de bispos que estão à frente da Carta anti Bolsonaro.

O presidente da CNBB convocou uma reunião extraordinária com bispos e arcebispos afim de debater a polêmica envovlendo o vazamento da Carta que traz uma narrativa muito crítica e chama o Governo Bolsonaro de INCAPAZ para comandar o pais. Bispos e arcebispos conservadores e moderados, num total bem maior, em torno de 318 (70%) do comando da Igreja Católica no Brasil não assinaram a Carta e deverão ser ouvidos na reunião. Há forte tendência de que a Carta vazou por iniciativa de algum bispo ligado a ala esquerdista da Igreja Católica.

Esses bispos são indiretamente ligados a partidos de esquerda e de oposição ao Governo Bolsonaro. Há entre eles críticos do presidente desde a eleição de 2018. Alguns deles têm ligação a movimentos sociais de pastorais da Igreja Católica (Liga dos Camponeses, Movimento Sem-Terra, Causa Operária, Povo na Rus, Afro-brasileiro, etc…).

CNBB evita o debate político há muito tempo. Isso seria, de acordo com os líderes religiosos, resultado da insistência da entidade em divulgar “apenas notas” sobre os temas nacionais. A ideia seria, portanto, que os religiosos sejam mais propositivos e atuantes.

Dom Joel Amado é visto como “o bispo ideal para conter a onda de esquerda na CNBB” – ele vive na mesma arquidiocese do Cardeal Dom Orani Tempesta, apontado como conservador. Também conservador, o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, não conseguiu votos suficientes para viabilizar sua candidatura à presidência da conferência episcopal e se manifestou contrária à Carta vazada na última semana.

A Igreja Católica tem um total de 470 bispos e arcebispos. Desse total, 152 assinaram a Carta de protesto ao Governo Bolsonaro que tem como título “A incapacidade do presidente Bolsonaro en governar o Brasil”. Os outros 318 bispos e arcebispos ou não concordaram com a Carta ou não quiseram se manifestar politicamente, representando 70% do clérigo que governa a Igreja no Brasil.

Presidente da CNBB Dom Walmor Oliveira de Azevedo que também é Arcebispo de Belo Horizonte se manifestou preocupado com o vazamento da Carta assinada por 152 bispos. Ele é considerado moderador e evita debates políticos.

Com perfil moderado, o presidente da CNBB que também é arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor tem procurado evitar polarização nos debates políticos, ao mesmo tempo em que deve levar ao mais alto posto da confederação a luta pela tolerância zero dentro da Igreja contra crimes de pedofilia.

Além de exercer a função de arcebispo, Dom Walmor ocupa posições de confiança do Pontífice na Igreja. A principal delas é como membro da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão da Cúria Romana formado por um grupo seleto de clérigos que assessora o Papa a zelar pelos valores da igreja.

Com frequência, o grupo produz documentos com posições sobre questões que estão na agenda da sociedade.

Natural da Bahia, Dom Walmor chegou a ser arcebispo-auxiliar de Salvador. Ele é formado em Filosofia e Teologia, e estava na Arquidiocese de Belo Horizonte desde 2004.

Créditos Verdade Alagoas 

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