Yom Yerushalayim – Dia de Jerusalém
21/05/2020 19:56 em Mundo Cristão

Celebração pela tomada e reunificação de Jerusalém, após a famosa Guerra dos Seis Dias.

 

O Dia de Jerusalém (em hebraico: ירושלים יום – Yom Yerushalayim) é um feriado nacional israelense no qual se comemora a reunificação de Jerusalém e o estabelecimento do controle israelense sobre a chamada Cidade Velha de Jerusalém (parte oriental), em 2 de junho de 1967 (calendário ocidental/gregoriano).

É celebrado em Israel, pelo calendário judaico, no dia 28 de Yiar (que cairá em 22/05/2020), e marca as comemorações pela tomada e reunificação de Jerusalém, após a famosa Guerra dos Seis Dias.

Jerusalém foi uma cidade dividida desde a Guerra da Independência, de 1948, até 1967. A parte ocidental estava nas mãos dos israelenses e a parte oriental estava sob controle do reino da Jordânia.

Jerusalém na Bíblia

A cidade de Jerusalém aparece pela primeira vez na Bíblia associada com um grande personagem chamado Melquisedeque, cujo nome em hebraico significa “rei de justiça”, a quem o pai da fé, Abrão, pagou dízimos e por quem este foi abençoado (Gn.14:18-20).

 

Na época, Jerusalém chamava-se Salém (hb. Shalem) que quer dizer paz, enquanto Jerusalém (hb. Yerushalayim) significa “cidade da paz”.

Na época da conquista de Josué, Jerusalém, a cidade dos jebuseus, permaneceu independente, apenas sujeita a tributos:

“Não puderam, porém, os filhos de Judá expulsar os jebuseus que habitavam em Jerusalém; assim habitaram os jebuseus com os filhos de Judá em Jerusalém, até ao dia de hoje” (Js 15:63)

Na monarquia, no entanto, Jerusalém foi alvo da conquista de Davi, o rei de Israel. Jerusalém era impenetrável, pois, protegida pelas montanhas, se tornava uma fortaleza cunhada pela própria natureza. Só havia um ponto fraco ao norte, remediado por meio da construção de uma grande e forte muralha, de forma que os jebuseus estavam seguros de sua invulnerabilidade a ponto de cunharem a seguinte frase de zombaria ao rei Davi: “Não entrarás aqui, pois os cegos e os coxos te repelirão, querendo dizer: Não entrará Davi aqui” (2 Sm 5:6b).

Porém, a capacidade humana sempre nos surpreende. O general dos exércitos de Davi, o grande guerreiro Joabe, encontrou um outro ponto fraco na fortaleza dos jebuseus, o canal da água que havia sido construída pelos cananeus. Através desse canal, os soldados de Davi, liderados por Joabe, entraram e conquistaram Jerusalém (2 Sm.5:4-9).

Jerusalém tornou-se a capital do Reino unificado de Davi e permaneceu a capital do povo judeu até a sua destruição por Roma no ano 70 d.C.

Biblicamente, Jerusalém pertence a Israel desde a conquista do Rei Davi, por volta do ano mil a.C. (2 Sm 5:4-9), e apesar do cativeiro babilônico (586 a.C.) e a destruição pelos romanos (70 d.C.), a cidade sempre permaneceu como centro da vida política, religiosa e cultural do povo judeu – como inspirado e eternizado no Salmo 137:5-6: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza. Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria” – e jamais foi capital de qualquer reino dominante da região (Romano 63 a.C. – 313 d.C.; Bizantino 313-636 d.C.; Árabe 636-1099 d.C.; Cruzados 1099-1291 d.C.; Mameluco 1291-1516 d.C.; Otomano 1517-1917 d.C.; e Britânico 1917-1948 d.C.).

Créditos Gospel prime 

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